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Prevenção
Prevenção Perspetivas

- Os grandes objetivos estratégicos do Núcleo de Prevenção são:

  • Prevenir o início do consumo de substâncias psicoativas;
  • Prevenir a continuação do uso e do abuso;
  • Prevenir a passagem do uso ao uso nocivo ou abuso e à dependência.

O principal objetivo do Núcleo de Prevenção é, sem dúvida, evitar o início do consumo de qualquer substância psicoativa, com especial incidência nos jovens. Os estudos têm mostrado que os consumos de  substâncias psicoativas (SPA), tal como  outros comportamentos de risco, se iniciam em idades cada vez mais precoces. Daqui deriva que retardar a idade de  início dos consumos é uma prioridade e indica que a intervenção deverá incidir em grupos etários mais jovens,  o que aponta para ações continuadas em meio escolar. Por outro lado, verifica-se que os atuais padrões de consumo dos jovens passam pelo policonsumo que, de um modo geral, inclui o álcool e acontece em contextos de lazer. Assim, a intervenção junto de jovens com padrões de consumo de SPA em contextos recreativos, é uma segunda prioridade de intervenção. Fornecer informação e competências para cessar os consumos é um meio de contribuir para diminuir a frequência e/ou a intensidade dos consumos e prevenir comportamentos de risco associados. Estas intervenções devem ser utilizadas por equipas bem preparadas numa  abordagem que necessariamente deverá incluir os profissionais do meio e prever a articulação com instâncias de aconselhamento ou tratamento.

As estratégias preconizadas para a intervenção em prevenção são de três tipos:  prevenção universal, dirigidas à população em geral; prevenção seletiva, dirigidas a grupos com fatores de risco associados; e prevenção indicada, dirigidas a indivíduos com padrões de risco acentuados ou comportamentos de risco.

Nos anos anteriores passou-se por um processo avaliativo das estratégias e metodologias aplicadas em prevenção, com a participação de todos os intervenientes, de onde saíram  conclusões que apontavam para a necessidade de um melhor conhecimento da realidade, maior rigor e aumento da qualidade das intervenções. No ano de 2007 foi feito um investimento importante para a concretização da tarefa de obter dados de diagnóstico que permitissem uma melhor definição dos resultados alcançar bem como de uma melhor caracterização dos grupos e dos contextos de intervenção.

- O Núcleo de Prevenção tem centrado o seu trabalho em duas vertentes complementares:

1) Aumentar a qualidade da intervenção através de estratégias adequadas, maioritariamente de prevenção seletiva e indicada, com monitorização e avaliação dos resultados das intervenções.
A qualidade em prevenção começa por um bom planeamento e pela procura do maior rigor possível na contratualização de objetivos. Estes deverão explicitar os resultados que se deseja atingir, assim como as respetivas monitorização e avaliação, através de indicadores e dados qualitativos e quantitativos.
Procurou-se orientar as actividades de prevenção no sentido de promover o seu ajustamento a uma abordagem mais “ambiental”, no sentido em que os indivíduos, e os seus padrões de consumo, os contextos em que se situam e se movem e os seus percursos dificilmente podem ser separados. Esta premissa implica que as intervenções sejam baseadas em diagnósticos mais finos, as intervenções sejam cada vez mais seletivas, sabendo que resultados se  pretende obter e como os medir.
O Núcleo de Prevenção trabalha no sentido de produzir conhecimento, algumas vezes através da promoção de projetos-piloto, para traçar linhas de orientação no âmbito da sua área de missão. Esses grandes objectivos serão atingidos através da produção de ferramentas e linhas de ação, sempre a partir dos contributos das equipas que no terreno aplicam diferentes modelos de intervenção, da sua experiência e dos seus saberes técnicos e científicos.
Estes pressupostos estão patentes nos programas e projetos promovidos pelo Núcleo de Prevenção.
 
2) Contribuir para uma intervenção integrada do IDT, investindo na procura de respostas adaptadas aos problemas e às necessidades, partilhando recursos de forma articulada, internamente e com a sociedade civil.
Do mesmo modo, o Núcleo de Prevenção investe na qualidade no âmbito do Plano Operacional de Respostas Integradas (PORI), um Plano Nacional de intervenção em territórios prioritários que procura dar respostas articuladas e abrangentes às necessidades diagnosticadas em todas as áreas de missão do IDT (prevenção, dissuasão, tratamento, redução de riscos e minimização de danos e reinserção).
Estão em campo cerca de 40 projetos geridos pelas Delegações Regionais e pelos Centros de Respostas Integradas (CRI) desenvolvidos por entidades com quem o IDT contratualiza intervenções articuladas, número que muito brevemente será alargado para cerca de 50.
Neste momento, a intervenção no domínio da prevenção no PORI materializa-se no desenvolvimento de cerca de 45 projetos que privilegiam a prevenção seletiva e indicada dirigida a grupos específicos, crianças, jovens, famílias, comunidades, desenrolando-se em escolas, bairros, contextos recreativos, universidades, etc.
 
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