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ÁlcoolO Álcool, etanol, pode ser produzido pela fermentação do açúcar existente em produtos de origem vegetal, frutos; caules e raízes ou produzido por destilação.

O consumo de Álcool deve ser tão antigo como a própria humanidade, já que até os primatas tentam ou inclusivamente conseguem fermentar fruta, com que produzem leves intoxicações.

A emergência do álcool em todas as civilizações, apesar de algumas religiões, como o Islão, a terem restringido ou proibido, parece ser uma consequência da Revolução Neolítica da produção massiva de matérias primas (cevada, uvas e outros frutos) e do avanço das novas tecnologias de fermentação, em especial a dorna com separadores.

A relação entre o Álcool e a Revolução Neolítica alcança tal importância que acaba por adquirir um carácter religioso em todas as civilizações: - No mundo greco-latino clássico, coube a Dionísio e Baco representar este papel; na liturgia cristã há uma presença constante do uso do vinho, com equivalentes em todos os panteões, desde os Aztecas até à religião familiar chinesa, passando pelo Hinduísmo e o sistema religioso Bantu.

Um elemento característico deste vínculo é distinguível na estrutura da urbe - o fenómeno, também universal, da taberna: lugar do povo em que se produzia ou se mantinha uma reserva de álcool para ser consumida naquele mesmo lugar e que, além disso, era também um lugar de relações e actividades públicas, de carácter mais ou menos político. Até agora não há explicações para o universalismo deste complexo cultural.

Em todo o caso, o universalismo do consumo do álcool foi basilar para o desenvolvimento da hegemonia europeia, a partir da descoberta da destilação.

Ter-se-ia que esperar pelo tabaco no século XVIII e por outras drogas já no século XIX para que novas substâncias adquirissem este protagonismo histórico

A técnica para produzir álcool destilado deve-se aos árabes, mas o seu desenvolvimento industrial começou nos países cristãos do mediterrâneo a partir do século XII, ficando a tecnologia perfeitamente desenvolvida e implantada no resto da UvasEuropa no século XIV. 
 

Quando, posteriormente, se inicia a expansão europeia, o álcool torna-se num produto comercial de primeira ordem, seguramente dos que mais lucros produz no momento da criação de um mercado mundial. Isto é possível porque os produtos destilados europeus (aguardente, rum e genebra em especial) são produtos muito estáveis, que não são afectados pelo transporte nem pelo tempo e que concentram um enorme potencial psicoactivo que lhes permite substituir, dado os baixos custos, as produções locais de fermento. Os destilados convertem-se, assim, num dos primeiros mercados mundiais.

Mais tarde, já no século XIX, fenómenos como a industrialização, o desenvolvimento das comunicações e das tecnologias, que permitiram a estabilidade dos destilados, expandem ainda mais este mercado, que alcança um protagonismo definitivo, ao mesmo ritmo em que se vai desenvolvendo a sociedade de consumo no século XX. No entanto, à medida que cresce o consumo, aumentam os problemas relacionados com estes produtos, e é neste mesmo século que surgem tentativas para a redução da sua presença na sociedade: a proibição nos Estados Unidos, nos anos 20, e as campanhas de prevenção, a partir dos anos 60, nos países desenvolvidos.
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