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Questionário de Satisfação do Site

É importante destacar o facto de os efeitos da heroína não serem iguais no início do consumo ou depois de gerada a dependência: o motivo que leva inicialmente uma pessoa a injectar-se, deve-se a uma intensa sensação de prazer e euforia. Posteriormente, o indivíduo vê-se obrigado a consumi-la para evitar o estado de carência que provoca a ausência da substância. Isto significa que o opiáceo se torna num poderoso reforço de seu próprio consumo.

- Efeitos imediatos

Sobre o Sistema Nervoso Central:  

  • Analgesia;
  • Sonolência;
  • Euforia;
  • Sensação de tranquilidade e diminuição do sentimento de desconfiança;
  • Embotamento mental;
  • Contração da pupila;
  • Náuseas;
  • Vómitos;
  • Depressão da respiração (causa de morte por overdose);
  • Desaparecimento do reflexo da tosse.

Outros efeitos:

Produz a libertação de histamina (vasodilatação e comichão na pele).
A nível endocrinológico: inibição da hormona que liberta a gonadotropina; diminuição dos níveis do fator de libertação da corticotropina (diminuem os níveis de plasma do cortisol testosterona).
Na mulher produzem-se ciclos menstruais irregulares.
No aparelho digestivo: os movimentos peristálticos tornam-se lentos, favorecendo a prisão de ventre.
Na bexiga: o tónus do esfíncter aumenta e diminuem os reflexos da micção, provocando dificuldade de urinar.

- Efeitos a longo prazo e potencial de dependência

Desenvolvimento de tolerância com grande rapidez. Tendência para aumentar a quantidade de heroína autoadministrada, com o fim de conseguir os mesmos efeitos que antes eram conseguidos com doses menores, o que conduz a uma manifesta dependência. Passadas várias horas da última dose, o viciado necessita de uma nova dose para evitar a síndrome de abstinência provocada pela falta dela.

Desenvolve tolerância em relação aos efeitos de euforia, de depressão respiratória, analgesia, sedação, vómitos e alterações hormonais. Não a desenvolve para a miose nem para a prisão de ventre. Estes efeitos, junto com a diminuição da libido, a insónia e a transpiração, são os sintomas dos consumidores crónicos. Existe tolerância cruzada entre todos os agonistas opiáceos, facto que se aproveita para os tratamentos de desintoxicação e desabituação.

Os opiáceos, devido aos seus potentes efeitos eufóricos e à intensidade da sintomatologia de abstinência, geram um alto grau de dependência.
Há milhares de pessoas no mundo inteiro que tentam tratar a dependência destas substâncias.

- Síndrome de abstinência

Sintomas: desejo de consumo, inquietação e irritabilidade, hipersensibilidade à dor, náuseas, dores musculares, estado de ânimo disfórico, insónia, ansiedade.  

Marcas físicas: dilatação da pupila, transpiração, "pele de galinha", taquicardia, aumento da tensão arterial, bocejos, febre.

Os sintomas demoram aproximadamente uma semana a desaparecer, apesar de permanecer uma lembrança constante. A síndrome descrita, embora acarretando muito sofrimento e sensação de perigo para muitos heroinómanos, não é grave e pode ser superada sem riscos para a saúde.
Além destes sintomas variarem segundo a quantidade ingerida, frequência, via de administração, etc., a sua intensidade depende em grande parte da motivação e expectativas do indivíduo, do apoio familiar, profissional, etc.

Muitas das complicações típicas dos heroinómanos estão intimamente relacionadas com as infeções causadas pelo uso da seringa, falta de hábitos higiénicos adequados e também pela adulteração do opiáceo mediante produtos tóxicos ou prejudiciais (é frequente encontrar adulterantes como açúcar em pó, talco, lactose, cacau,...). Isto explica o aparecimento no paciente de feridas, abcessos, processos infeciosos como hepatites, pneumonias, SIDA.
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