Terminados os efeitos iniciais, aparece uma depressão do sistema nervoso central, sonolência e confusão.
Se a inalação for contínua, pode aparecer uma intoxicação grave, semelhante à embriaguez etílica, com cansaço profundo e mesmo perda da consciência. A todos estes sintomas juntam-se as náuseas, vómitos, tosse, lacrimejo, etc.
Efeitos a longo prazo
Não existe consenso sobre a capacidade dos inalantes para gerar dependência física. No entanto, existem dados suficientes para afirmar que causam dependência psicológica e tolerância: muitos inaladores crónicos apresentam um alto grau de ansiedade perante a falta da substância e um forte desejo de inalar, necessitando de aumentar a dose para conseguirem os mesmos efeitos que antes conseguiam com quantidades inferiores.Associam-se aos inalantes efeitos adversos potencialmente graves. O mais grave é a morte, que pode ser causada por depressão respiratória, arritmias cardíacas, asfixia, aspiração do vómito ou acidente.
Outros efeitos a longo prazo incluem danos renais ou hepáticos irreversíveis e lesões musculares permanentes.
A combinação de dissolventes orgânicos com altas concentrações de cobre, zinco e metais pesados foram relacionadas com o desenvolvimento de atrofias cerebrais, epilepsia do lóbulo temporal, diminuição do nível intelectual e alterações no EEG.
Os efeitos adversos podem ser, ainda, verificáveis em alterações cardiovasculares e pulmonares (dores no tórax e bronco-espasmos), sintomas gastrointestinais (náuseas, vómitos, hemorragias) e alterações neurológicas (neurite periférica, dores de cabeça, parestesias, sinais cerebelosos e encefalopatia por chumbo).Normalmente, o consumo destas substâncias constitui um fenómeno transitório que se abandona na idade adulta. Não obstante, existem pessoas que fazem um uso prolongado, correndo assim riscos físicos e psicológicos de enorme gravidade.